Obrigada pelo desbafo-suspiro. Aprendo muito com você, ainda que sinta sempre a falta de poder fazer alguma coisa, nem que seja ajudar a catar as palavras pra nomear o que lhe importa.
Lembro quando fui acometida pela paralisia e impossibilitada de continuar atuando como cantora. Sumi dos espaços de música porque se tornaram sofríveis, como se me tirassem o mínimo de amor próprio. Teve um momento em que eu pedi pra não me chamarem mais pra cantar (o tal "você dá conta, vamos lá", enquanto eu sentia tudo retorcendo e bloqueando pronunciar as palavras). Não queria ser chamada porque dizer "não" me machucava. Mas queria continuar sentindo que era esperada, enfim, que me convidassem sempre, porque afinal a gente quer a alegria do gesto do convite. Dizer não e dizer sim no fundo doía igual. Eu nunca consegui achar as palavras.
Você tem feito uma cruzada das grandes em favor de se situar "cada situação em seu devido lugar". O enfrentamento de pais de filhos autistas pede essa coragem de ver as coisas como elas se apresentam, sem firula, enganação, descontos. Se vai doer, doa; aí buscamos meios de lidar com a dor. Fingir, adiar, se enganar não é, nunca, um caminho que devemos trilhar, ainda mais se tratando de um percurso longo!
O texto mais tocante e real que li nos últimos tempos. Sou mãe de uma criança típica e,mesmo sendo uma criança com algumas questões de socialização, não posso ousar dizer que imagino o que tu sentes. Um abraço virtual pra vc e para o Zé.
Obrigada pelo desbafo-suspiro. Aprendo muito com você, ainda que sinta sempre a falta de poder fazer alguma coisa, nem que seja ajudar a catar as palavras pra nomear o que lhe importa.
Lembro quando fui acometida pela paralisia e impossibilitada de continuar atuando como cantora. Sumi dos espaços de música porque se tornaram sofríveis, como se me tirassem o mínimo de amor próprio. Teve um momento em que eu pedi pra não me chamarem mais pra cantar (o tal "você dá conta, vamos lá", enquanto eu sentia tudo retorcendo e bloqueando pronunciar as palavras). Não queria ser chamada porque dizer "não" me machucava. Mas queria continuar sentindo que era esperada, enfim, que me convidassem sempre, porque afinal a gente quer a alegria do gesto do convite. Dizer não e dizer sim no fundo doía igual. Eu nunca consegui achar as palavras.
E qdo volta a fazer surpresa na minha porta? Que alegria foi aquela? Obrigada por tudo.
Tenho que arrumar mais oportunidades de ir a Aracaju 🙂
Estou sempre aqui, Aline. Sigo ao seu lado, por vezes em silêncio, sempre aprendendo. Um dia de cada vez.
Obrigada 💚
Você tem feito uma cruzada das grandes em favor de se situar "cada situação em seu devido lugar". O enfrentamento de pais de filhos autistas pede essa coragem de ver as coisas como elas se apresentam, sem firula, enganação, descontos. Se vai doer, doa; aí buscamos meios de lidar com a dor. Fingir, adiar, se enganar não é, nunca, um caminho que devemos trilhar, ainda mais se tratando de um percurso longo!
O texto mais tocante e real que li nos últimos tempos. Sou mãe de uma criança típica e,mesmo sendo uma criança com algumas questões de socialização, não posso ousar dizer que imagino o que tu sentes. Um abraço virtual pra vc e para o Zé.
Obrigada pela leitura 💚
Aline, sou tia de um autista severo e aprendo muito com você. Obrigada ♡
Obrigada, Camila, um abraço