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Avatar de Vitoria Vezzaro

Apesar de ser verdade q dentre as pessoas com um mesmo „nivel“ de autismo certos sintomas se apresentarem de maneira diferente, dando então a alusão à um espectro autista, falar como se a diferença entre um autista adulto que, apesar de ter crise de choro ao ter q pegar 3 horas de trens interestaduais para ir ao trabalho, consegue manter um trabalho, e um autista adulto que, devido as tais “comorbidades” mal consegue manter um nivel de comunicação basica com os outros, fosse insignificante e todas parte desse “espectro”.

Quando se fala por exemplo de um espectro politico, ainda falamos dos mesmos fatores, mesmas condições, e a unica coisa que muda são as expressões e tendências.

Mas chamar a diferença entre uma autista nivel 1 e uma autista nivel 3 de espectro é como dizer que futebol e basquete são um espectro de “esportes coletivos com bola”

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Jul 8Editado

academicamente falando, o autismo é um transtorno altamente complexo e que afeta TODOS OS SISTEMAS do organismo, sendo essas alterações visíveis "a olho nu" ou não. inclusive, convido-os a assistir uma palestra feito meu instituto na Fiocruz e que explora bem o meu ponto: https://www.youtube.com/live/oste7oJYHKs?si=sv0klScw2fP0ZXQw.* talvez estejam usando o nome comorbidade para dizer que é uma consequência do transtorno, mas não é "universal"?

a ideia de espectro é justamente para que se entenda que, apesar de ter características comuns, as pessoas vivenciam o transtorno de formas diferentes e, por isso, requerem níveis diferentes de suporte. o nível 1 não é usado como "base" (isso não tem nem respaldo cientifico) pelo contrário: somos o tempo todo tratados como se não fossemos autistas o suficiente (como se existisse algo assim!), sim, somos invisibilizados.

*edit: parece que o vídeo tá privado no momento, mas já perguntei aqui o que houve

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