Na maior parte das vezes pós ler seus textos, fico sem palavras e por isso que venho aqui e deixo só um coração. Estou dizendo isso apenas pra ficar claro que não é por falta de emoção, é por falta de palavras mesmo. Te ler tem me feito acessar emoções que eu nem conhecia antes do Substack, Aline. Então, é isso. ❤️
Querida, essa frase "Desde que Zé nasceu, eu já tinha percebido que, para minha mãe, eu me tornei um instrumento de satisfação das necessidades dele." pega demais, porque seja neurotípico ou não seja, é não menos do que isso que tantas mães exigem das filhas. Uma linha de transmissão que faz da maternidade um castigo para as mulheres. Sinto muito.
Querida, precisei comentar para deiar meu abraço e afeto. Falo bastante, no Escrevendo o trauma e nas atividades do Hub Górgona, sobre isso aqui: "uma mãe que não foi acolhida quando filha não vai acolher quando for mãe. Eu sei que minha avó não acolheu minha mãe. Inclusive, quando minha mãe não queria mais viver" e fico pensando em quanta coisa é necessária para que uma mulher (como eu, como você) consiga não ficar presa ao giro ininterrupto do trauma. Se quiser conversar, me chama? Me dá um oizinho, se tiver WhatsApp (11945448544). Podemos conversar sobre essas coisas ou sobre outras coisas. Falar mal de livros ruins? Falar mal dos meus livros? O que quiser. Um xêro.
Eu não sei ser blasé. Não sei nem se está certo o acento em blasé. Queria dizer que estou meio pasma, meio boba com você comentando um texto meu. Eu faço parte do seu grupo de whatsapp para divulgação de suas ações, cursos, textos. Só não participo pelos motivos que acho que já não preciso explicar. Eu tô muito emocionada de ter você aqui comentando. Imagina! Jarid! Recebo com gratidão sua oferta. Quero conversar. Vou chamar, sim. Provavelmente não num final de semana, porque é quando fico mais sem rede de apoio. Um abraço.
eu disse um dia pra minha mãe: eu não sei amar. ela respondeu rapidamente: eu sempre achei isso também, que eu não sei amar. fiquei pensando o quão la pra trás isso vai.
que a gente possa encontrar algum acolhimento dentro.
Oi, Aline. Seus textos doem e essa dor nos coloca a todos em estado de humanidade bruta. Eu sinto uma vontade imensa de te colocar num abraço e deixar você dormir um pouco, sem nada para incomodar.
Vez ou outra compartilho textos seus com pessoas próximas, sugiro que assinem. Desta vez queria te sugerir que talvez você pudesse aumentar em $5 o valor da assinatura (não sei se a plataforma permite, mas)… eu sou uma assinante que pagaria com facilidade esses 5 a mais. Se todos topassem, já seriam 1000 a mais, ficaria mais próxima da meta.
Me perdoe se estiver sendo invasiva, não é minha intenção. Admiro muito você, sua escrita. 😘
A sua indômita coragem de relatar tudo o que ocorre e sente é de espantar, tanto quanto te falta um grupo de apoio próximo, situação que se espalha por milhões de famílias, onde sofrer a sós se tornou uma epidemia. E vamos seguindo, conforme as parcas possibilidades, resistindo, resistindo. Por isso, o meu mantra tem sido, há décadas, "um dia de cada vez". Portanto, te ofereço meu ombro virtual e, mesmo sem conexão próxima, receba o meu acolhimento por escrito.
Aline, quando li Acolher, decidi não apertar o coração pra te dar um like, o que pra mim seria como dizer que gostei do que você contou aqui. Agora mudei de ideia e acredito que todos os que deram um like como eu deixaram um pouco dos próprios sentimentos. Achei muito legal a oferta da Jarid aqui nos comentários, e gostaria de renovar a minha oferta também para uma conversa, caso você ache que um ouvido atento, de alguém que já passou por poucas e boas, possa prestar pra alguma coisa, talvez te ajudar a organizar o pensamento, sei lá. Não gosto de dar conselhos, no máximo posso contar algumas histórias. Mas se você fizer um café e um bolo, eu faço o meu aqui em casa, e a gente conversa pela telinha, já que não estamos na mesma cidade... Eu sei que não é muito... mas eu gosto de conversar com pessoas que têm coisas em comum. Acho que a gente tem os mesmos álbuns de figurinhas, e eles nunca estão completos... Eu estarei sempre pronto pra fazer um café aqui pra nossa conversa. Bjs
Me identifico novamente... mãe-culpada-de-não-acolher-sempre. E a minha vergonha ainda é maior, pq filha neurotípica, mais "fácil" e portanto não haveria motivo para "explodir". Mas eu explodia, as vezes. E outras tantas, conseguia controlar. Demasiadamente humanas... meu abraço solidário!
Na maior parte das vezes pós ler seus textos, fico sem palavras e por isso que venho aqui e deixo só um coração. Estou dizendo isso apenas pra ficar claro que não é por falta de emoção, é por falta de palavras mesmo. Te ler tem me feito acessar emoções que eu nem conhecia antes do Substack, Aline. Então, é isso. ❤️
Querida, essa frase "Desde que Zé nasceu, eu já tinha percebido que, para minha mãe, eu me tornei um instrumento de satisfação das necessidades dele." pega demais, porque seja neurotípico ou não seja, é não menos do que isso que tantas mães exigem das filhas. Uma linha de transmissão que faz da maternidade um castigo para as mulheres. Sinto muito.
É tão bom receber mensagem sua (sobre qualquer coisa). Um beijo.
A honestidade e a sinceridade que tem nestas palavras... 🙏🏽
Nem todos teriam a coragem de se olhar assim no espelho.
Obrigada, amigo
Querida, precisei comentar para deiar meu abraço e afeto. Falo bastante, no Escrevendo o trauma e nas atividades do Hub Górgona, sobre isso aqui: "uma mãe que não foi acolhida quando filha não vai acolher quando for mãe. Eu sei que minha avó não acolheu minha mãe. Inclusive, quando minha mãe não queria mais viver" e fico pensando em quanta coisa é necessária para que uma mulher (como eu, como você) consiga não ficar presa ao giro ininterrupto do trauma. Se quiser conversar, me chama? Me dá um oizinho, se tiver WhatsApp (11945448544). Podemos conversar sobre essas coisas ou sobre outras coisas. Falar mal de livros ruins? Falar mal dos meus livros? O que quiser. Um xêro.
Eu não sei ser blasé. Não sei nem se está certo o acento em blasé. Queria dizer que estou meio pasma, meio boba com você comentando um texto meu. Eu faço parte do seu grupo de whatsapp para divulgação de suas ações, cursos, textos. Só não participo pelos motivos que acho que já não preciso explicar. Eu tô muito emocionada de ter você aqui comentando. Imagina! Jarid! Recebo com gratidão sua oferta. Quero conversar. Vou chamar, sim. Provavelmente não num final de semana, porque é quando fico mais sem rede de apoio. Um abraço.
eu disse um dia pra minha mãe: eu não sei amar. ela respondeu rapidamente: eu sempre achei isso também, que eu não sei amar. fiquei pensando o quão la pra trás isso vai.
que a gente possa encontrar algum acolhimento dentro.
admiro tua força e franqueza.
Obrigada, Ale
Oi, Aline. Seus textos doem e essa dor nos coloca a todos em estado de humanidade bruta. Eu sinto uma vontade imensa de te colocar num abraço e deixar você dormir um pouco, sem nada para incomodar.
Vez ou outra compartilho textos seus com pessoas próximas, sugiro que assinem. Desta vez queria te sugerir que talvez você pudesse aumentar em $5 o valor da assinatura (não sei se a plataforma permite, mas)… eu sou uma assinante que pagaria com facilidade esses 5 a mais. Se todos topassem, já seriam 1000 a mais, ficaria mais próxima da meta.
Me perdoe se estiver sendo invasiva, não é minha intenção. Admiro muito você, sua escrita. 😘
Obrigada por tudo, Nalu, vou considerar. Tenho medo de aumentar e perder gente. Mas posso abrir uma opção de 15 reais. Beijão.
A sua indômita coragem de relatar tudo o que ocorre e sente é de espantar, tanto quanto te falta um grupo de apoio próximo, situação que se espalha por milhões de famílias, onde sofrer a sós se tornou uma epidemia. E vamos seguindo, conforme as parcas possibilidades, resistindo, resistindo. Por isso, o meu mantra tem sido, há décadas, "um dia de cada vez". Portanto, te ofereço meu ombro virtual e, mesmo sem conexão próxima, receba o meu acolhimento por escrito.
Nem sei o que dizer, Aline, só expressar minha admiração e desejar muita força pra você. Leio, me sensibilizo e aprendo muito contigo.
Digo o mesmo que disse a Carla, pq sinto parecido: é TÃO bom receber mensagem sua, Adriana 💚
Te deixo um abraço apertado, Aline, que aqui o ciclo de não acolhimento também se perpétua.
Aline, quando li Acolher, decidi não apertar o coração pra te dar um like, o que pra mim seria como dizer que gostei do que você contou aqui. Agora mudei de ideia e acredito que todos os que deram um like como eu deixaram um pouco dos próprios sentimentos. Achei muito legal a oferta da Jarid aqui nos comentários, e gostaria de renovar a minha oferta também para uma conversa, caso você ache que um ouvido atento, de alguém que já passou por poucas e boas, possa prestar pra alguma coisa, talvez te ajudar a organizar o pensamento, sei lá. Não gosto de dar conselhos, no máximo posso contar algumas histórias. Mas se você fizer um café e um bolo, eu faço o meu aqui em casa, e a gente conversa pela telinha, já que não estamos na mesma cidade... Eu sei que não é muito... mas eu gosto de conversar com pessoas que têm coisas em comum. Acho que a gente tem os mesmos álbuns de figurinhas, e eles nunca estão completos... Eu estarei sempre pronto pra fazer um café aqui pra nossa conversa. Bjs
Me identifico novamente... mãe-culpada-de-não-acolher-sempre. E a minha vergonha ainda é maior, pq filha neurotípica, mais "fácil" e portanto não haveria motivo para "explodir". Mas eu explodia, as vezes. E outras tantas, conseguia controlar. Demasiadamente humanas... meu abraço solidário!
Sem palavras.